A Cooperativa foi formada com o apoio do Movimento de Meninos e Meninas de Ruas, que tinham como integrantes filhos de catadores que moravam no cerrado, debaixo de barracos de lona, sujeitos as intempéries, sem a mínima condição humana de sobrevivência. Tiravam sustendo com a comercialização dos resíduos recicláveis, recolhidos nas ruas da Capital Federal. A grande maioria deles, retirantes das regiões secas do nordeste, com o sonho de encontrar na cidade grande a oportunidade de ter uma condição mais digna de vida.
Com orientação, e com muita determinação, conseguiram se organizar, e formar primeiramente uma Associação, a Brascicla – Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material reaproveitáveis/DF, fundada em outubro de 2000. , e depois para Cooperativa, no mesmo ano. Através de muita luta, conseguiram junto ao Governo do Distrito Federal, uma área de 4.000 metros quadrados.
Com apoio da Fundação Banco do Brasil, foram contemplados com um galpão de aproximadamente 1.500 metros quadrados. A partir de outubro de 2007, deixaram de trabalhar debaixo dos barracos de lona e passaram a desenvolver suas atividades no galpão. Ainda enfrentam dificuldades sociais, como saúde, moradia, analfabetismo, e outros problemas em decorrência da exclusão social. A grande maioria dos cooperados reside na Cidade Estrutural, que foi criada em decorrência do “lixão”, onde os catadores invadiram a área e estabeleceram moradia, com barracos de madeira. Atualmente, a cidade foi contemplada com o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal, o que a transformou num grande canteiro de obras, passando a receber energia elétrica, água, esgoto, asfalto, escola, centro de saúde, etc.
O contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social alavancou a produtividade e a melhoria da renda individual, que passou de R$ 180,00 por mês, para uma média de R$ 430,00 por mês, um crescimento na ordem de 233%. As aquisições dos caminhões e empilhadeira foram equipamentos que dinamizaram as estratégias para o recolhimento e comercialização dos materiais recicláveis.
Depois do Decreto Federal nº 5.940/06, a cooperativa passou a receber dos órgãos federais a doação dos materiais recicláveis gerados, principalmente da Esplanada dos Ministérios. A cooperativa mantém nesses pontos de coleta cooperados que já fazem uma pré-triagem, e diariamente os caminhões da cooperativa fazem a rota recolhendo esse material, que depois é trazido e colocado nos silos, para a seleção e separação.
Fotos da visita à Cortrap, realizada pela Comissão de implantação do programa Ação Iphan pela Qualidade Ambiental (fotos: Carla Freitas)
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Chegada à Cooperativa debaixo de muita chuva
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Chegada à Cooperativa – muita lama, o que prejudica a coleta
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Chegada à Cooperativa – muita lama!
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Área externa
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Já no interior da cooperativa, acompanhamos um dia de trabalho dos catadores.
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Separação de materiais
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Separação de materiais
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As sacolas onde são recolhidas as garrafas e outros materiais
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Matéria-prima para a reciclagem
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Matéria-prima para a reciclagem
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Sacolas de recolhimento de material
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Visão parcial do galpão
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Sala de inclusão digital da cooperativa, onde os cooperados também são alfabetizados
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Professora de informática, também catadora!
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Cozinha da cooperativa, onde é feito o lanche do pessoal.
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O artesanato também faz parte das atividades dos cooperados
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Peças feitas de papel reciclado, depois de um banho de verniz.